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V for Vendetta in Kinetic Typography from Christopher Silich on Vimeo. Vivemos todos, momentos de incerteza quanto à resolução da crise financeira mundial, mas este mal estar parece não afectar aos “tiranos” senhores do G8. É por isso, que às vezes penso no filme “V for Vendetta”, e como seria fantástico uma união fortíssima entre as pessoas para fazer tremer os governos, e não seria necessário recorrer à violência… apenas um bocado de anarquia…
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Este manifesto foi lido por Bruce Mau no Netherlands Institute em Novembro de 1998. A tradução livre é de Jaime Pujabut. Realizado no dia 27 de Abril de 1999. Dia Mundial do Desenho Gráfico. Como não encontrei na internet qualquer referência a este registo, decidi o compor e partilhar com voçês… espero que seja inspirador para vocês como tem sido para mim!
1. Deseja que os sucessos te modifiquem
Tens que desejar crescer. Crescer não é algo que te ocorre. Tu é que o produzes e tu é que o vives. Requisitos para crescer: – estar aberto a experimentar e desejar que os sucessos te modifiquem.
2. Esquece-te do bom
O bom é uma quantidade conhecida.
O bom é aquilo em que todos estamos de acordo. Crescer não é necessariamente ser bom. Crescer é explorar, o que nos pode ou não conduzir ao que que estamos procurando.
Se te prendes fortemente ao bom nunca terás um bom crescimento.
3. O Processo é mais importante que o resultado
Quando o resultado conduz ao processo só chegamos aonde já tinhamos estado. Se o processo conduz ao resultado, pode ser que não saibamos para onde vamos, mas saberemos que queremos chegar.
4. Ama as tuas experiências (como se ama a um filho feio)
A alegria é o mecanismo do crescimento. Explora a liberdade de interpretar os teus trabalhos como experiências perfeitas, tentativas, provas e erros. Aceita com calma e permite a ti próprio a alegria de te enganares todos os dias.
5. Aprofunda
Quanto mais aprofundas mais possibilidades terás em descobrir algo de valor.
6. Abre-te às contrariedades
A resposta errada é a resposta correcta na busca de uma verdade diferente.
Colecciona as respostas erradas como parte do processo. Pergunta coisas insólitas.
7. Studio / Estuda
Um studio é um lugar para estudar. Utiliza as necessidades da produção como um pretexto para estudar. Toda a gente sairá beneficiado.
8. Divaga
Interroga-te a ti próprio sem descanso. Explora à tua volta. Não faças juízos e retarda qualquer crítica.
9. Começa em qualquer parte
John Cage dizia que não saber aonde começar é uma forma de paralisia.
O seu conselho era: – começa por qualquer parte.
10. Toda a gente é um lider
O crescimento acontece. Quando acontece deixa-o emergir. Aprende a segui-lo quando tem sentido. Deixa que alguém o dirija.
11. Cultiva ideias. Publica aplicações
As ideias necessitam de um envolvimento dinâmico, fluido e generoso para se desenvolverem. As aplicações, por outro lado, beneficiam-se com rigor crítico. Produz grande quantidade de ideias para aplicá-las.
12. Mexe-te
O mercado em nosso redor tende a reafirmar o êxito. Resiste. Deixa que o erro e a mudança façam parte do teu trabalho.
13. Liberta-te
Liberta-te dos horários estabelecidos e oportunidades surpreendentes se apresentarão.
14. Não sejas Colegial
O colegial é como o medo conservador vestido de negro. Liberta-te de este tipo de limitações.
15. Pergunta coisas estúpidas
O crescimento funciona graças ao desejo e à inocência. Fixa-te na resposta, não na pergunta. Imagina poder aprender durante toda a tua vida com curiosidade de uma criança.
16. Colabora
O espaço entre pessoas que trabalham juntas, enche-se de conflitos, fricções, disputas, e um vasto potencial criativo.
17.
Está em branco intencionalmente. Deixa espaço para as ideias que porventura não tenhas tido e para as ideias dos outros.
18. Fica até tarde
Quando fostes longe de mais, tenhas trabalhado no duro e te encontras separado do resto do mundo, sucedem coisas estranhas.
19. Trabalha a metáfora
Qualquer coisa tem a capacidade de servir para algo mais do que aparenta. Trabalha nas suas possibilidades.
20. O tempo é genético
Hoje és o menino de ontem e o pai de amanhã. O trabalho que fazes hoje influirá no teu futuro. Tem cuidado em arriscar.
21. Repete-te
Se gostas volta a fazê-lo. Se não gostas volta a fazê-lo.
22. Constrói as tuas próprias ferramentas
Para poder construir peças únicas converte, as tuas ferramentas em híbridas. Inclusivamente as mais simples podem levar-te a novos caminhos de exploração. Recorda, as ferramentas aumentam as tuas capacidades, inclusivamente uma pequena ferramenta pode produzir grandes diferenças.
23. Apoia-te em alguém
Podes viajar mais longe levado pelas experiências positivas dos que estiveram antes de ti. Mas à nossa vista é muito melhor.
24. Cuidado com o software
O problema com o software é que toda a gente o tem.
25. Não limpes a tua mesa
Pela manhã podes encontrar algo que não viste à noite.
26. Não discutas
Não o faças. Não é bom para ti.
27. Lê só as páginas esquerdas
Marshall McLuhan disse-o. Diminuindo a informação deixamos lugar para o que chamamos nuestro “spaghetti”.
28. Cria novas palavras, extende o léxico
As novas situações pedem uma nova forma de pensar. O pensamento pede novas formas de expressão. A expressão gera novas situações.
29. A criatividade não depende dos acontecimentos
Esquece a tecnologia. Pensa com a mente.
30. Organização – Liberdade
As verdadeiras inovação em design ou em qualquer outro campo, sucedem-se dentro de um contexto. Este contexto deve ser alguma forma de empresa dirigida corposativamente. Frank Gehry, por exemplo foi capaz de realizar o Guggenheim de Bilbao porque o seu studio pode desenvolver o seu estudo dentro dos pressupostos. O mito da separação entre criativos e técnicos é o que Leonard Cohen chama um admirável artefacto do passado.
31. Não peças dinheiro emprestado
Uma vez mais, um conselho de Frank Ghery. Mantendo o controlo financeiro mantém-se o controlo criativo. Não é exactamente um princípio cientifico, mas é surpreendente o que custa mantê-lo, e quantos se tem saido mal da sua aplicação.
32. Escuta com atenção
Cada colaboração que entra e que sai da nossa órbita traz consigo um mundo mais estranho e complexo daquilo que nós poderiamos chegar a imaginar.
Ouvindo os detalhes e as subtilezas das suas necessidades, desejos ou ambições, reconhecemos o seu mundo do nosso.
33. Imita
Não te preocupes com ele. Procura chegar-te tanto quanto possas. Nunca o conseguirás de todo, e a diferença pode ser verdadeiramente notável.
34.Comete erros rapidamente
Não é uma ideia minha. Roubei-a. Creio que é de Andy Grove.
35. Faz diferente
Quando te esqueceres de palavras, faz como Ella (Fitzgerald): faz algo mais… não palavras.
36.Rasga-o, alarga-o, dobra-o, aperta-o, esquartaja-o, curva-o, molda-o.
37. Explora as margens
As grandes liberdades existem quando evitamos tratar de correr atrás da tecnologia. Não podemos encontrar as margens porque as temos debaixo dos pés. Trata de seguir, utilizando os velhos equipamentos, uns estão obsoletos para os ciclos económicos, mas ainda são potentes.
38. Pausas para café, passeios, de carro, descanso.
O crescimento só ocorre fora dos lugares aonde tentamos. Nos espaços intermédios – o que o Dr. Seuss chama “a sala de espera”. Hans Ulrich Obrist, um comissário de exposições de Paris, organizou uma conferência – as festas, encontros, comidas, recepções, as quais foram realizadas no aeroporto mas sem conferência. Parece que teve muito êxito e frutificou em numerosas colaborações.
39. Viaja
A largura de banda do mundo, é superior ao do teu televisor, à internet incluindo também todos os componentes que simulam por computador a tempo real, um ambiente totalmente interactivo e em 3D.
40. Evita os campos salta as valas
As fronteiras estritas e os regimes reguladores pretendem controlar a vida criativa livre. São, com frequência, esforços incomprensíveis para controlar o que são processos complexos, múltiplos e evolutivos. O nosso trabalho é saltar as valas e cruzar os campos.
41. Ri-te
As pessoas que visitam o nosso studio comentam com frequência o muito que nos rimos. Desde que me dei conta, utilizo-o como barómetro do conforto que sentimos.
42. Recorda
O crescimento só é possivel como um resultado da história. Sem a memória da inovação é meramente uma novidade. A hsitória dá uma direcção do crescimento. Mas a memória nunca é perfeita. Cada memória é uma imagem degradada ou mesclada de momentos ou sucessos prévios. Isto, é o que nos faz conscientes da sua qualidade como passado e não como presente. O que significa que cada memória é nova, uma reconstrução parcial da sua origem, e como tal potente para crescer por si mesma.
43. Poder para as pessoas
O jogo só pode dar-se quando as pessoas sentem que tem o controlo sobre as suas vidas. Não podemos ser agentes da liberdade se não somos livres.
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1. Perguntam-te constantemente ‘Que cara é essa?’.
2. Mudaste o teu vocabulário: trabalho por entrega, bola por esfera, gente por utilizadores e olá por ‘O que foi agora?’
3. Não entendes como se pode gastar menos de 10 € numa livraria
4. Odeias que os teus pais digam: ‘Vai dormir agora’ ou ‘Se de todas as formas não vais terminar…vai para a cama já’; ou mesmo se a simples pergunta ‘Falta-te muito’ te pode chegar a irritar.
5. Estás farto de ouvir dizer: ‘Eu queria ser designer…era esse o meu sonho…mas, …’.
6. Os teus amigos têm um conceito de TRABALHO teu, dizem sempre: ‘Fazes antes da Aula’, ou ‘Pedes a alguém…’ ou ainda ‘Não o faças’.
7. Dormiste mais de 20 horas seguidas no fim-de-semana?
8. Podes discutir com legitimidade a quantidade de cafeína de diferentes bebidas e sua respectiva eficácia.
9. Não importa o quanto te esforces para fazeres o teu melhor projecto, alguém [normalmente o professor] dir-te-á sem problema ‘Porque não mudas isto ou porque não pões aquilo?’ ou ‘Vai pelo bom caminho mas ainda te falta…’.
10. Ouviste todos os teus cds e mp3 em menos de 48h.
11. Não és visto em público sem olheiras.
12. Quando te fazem um convite, acrescentam: ‘……, ou tens entrega?’
13. És capaz de reutilizar o impensável para fazer uma maquete.
14. Dançaste a música mais foleira com coreografia e tudo, às 4 da manha sem uma única gota de álcool no teu organismo.
15. Arranjas constantemente desculpas para explicar aos teus professores que não os de desenho projecto no nosso caso], o porquê de não fazeres os exercícios.
16.Tens mais fotografias de paisagens e elementos para utilizar num desenho que de toda a tua família.
17. Se alguém te diz: ‘Preguiçoso’, ‘Tens um curso superrelaxado’ ou ‘não é o mais difícil dos cursos’; quiseste assassinar essa pessoa.
18. Os teus pesadelos consistem em não chegar a tempo ou não terminar algo para uma entrega.
19. Podes viver sem contacto humano, luz e comida, mas se não podes pontapear algo,é o caos total!!!
20. Os teus pais têm medo de usar palavras como ‘bonito’ ou ‘feio’.
21. Não te importas com os carros desportivos. O teu favorito é o que puder levar o maior número de maquetes.
22. Desenhas coisas espectaculares sem teres ideia do seu custo.
23.Tens a marca de designer: um calo no dedo em que apoias o lápis ou o x-acto, ou uma tendinite no pulso devido ao uso do rato.
24. Consegues dormir em qualquer superfície, seja ela, um teclado, uma mochila, os teus colegas, no chão, comida,…
25. Estavas acordado em milhares de amanhaceres mas não assististe a nenhum.
26. Cada vez que aprendes a trabalhar num novo programa de desenho sentes-te super actualizado, no entanto dás-te conta de que existem mais 1000 programas.
27. Quando por fim tens tempo para sair, os teus pensamentos são: ‘Que mal colocados estão as casas de banho da discoteca’, ‘este não é o melhor lugar para a saída de emergência’ ou ‘que raio de flyer ( ou cartaz) é este?’, ‘que tipografia é esta?’.
28. Uma das escovas de dentes que tens na tua casa de banho é a do teu colega de entregas.
29. Identificaste-te com este mensagem?.
SE NÃO ESTUDAS DESIGN ENTENDE PORQUE NOS É TÂO DIFÍCIL, ÀS VEZES,SAIR E CONVIVER.
Depois dos estudos vem o trabalho…
- É trabalhar em horários estranhos (tal como as putas)
- É pagarem-nos para fazer o cliente feliz (tal como as putas)
- O cliente às vezes até paga muito, mas o nosso patrão fica com quase tudo (tal como as putas)
- O nosso trabalho vai sempre além do expediente (tal como as putas)
- Somos recompensados por realizar as ideias do cliente (tal como as putas)
- Os nossos amigos distanciam-se e só andamos com outros iguais a nós (tal como as putas)
- Quando vamos ao encontro do cliente temos que estar sempre apresentáveis (tal como as putas) - Mas quando voltamos parecemos saídos do Inferno (tal como as putas)
- O cliente quer sempre pagar menos e que façamos maravilhas (tal como as putas)
- Quando nos perguntam em que é que trabalhamos, temos dificuldade em explicar (tal como as putas) - Se as coisas dão errado é sempre culpa nossa (tal como as putas)
- Todos os dias ao acordar dizemos: ‘NÃO VOU PASSAR O RESTO DA MINHA VIDA A FAZER ISTO’ (tal como as putas)
- O cliente tem ‘quase’, ‘quase’ a certeza que tb percebe da coisa, manda-nos mudar aquela cor ali, o tipo de letra acolá, a imagem, etc, ficando algo completamente desvirtuado e que não gostamos de dizer que fizemos… Somos mais uma ferramenta (um software de edição) do que pessoas que até percebem qualquer coisa do assunto, vá, e apetece dizer ‘Se sabe tanto porque é que não faz você?’
No entanto, existem crianças que nos entendem…
Cortesia: Lidia Guedes

o Blog “Zarp” apresenta de uma forma clara um diálogo sobre uma proposta de identidade, trabalhado sobre um conceito promissor e muito interessante, mas após a apresentação teve de ser adaptada aos gostos do cliente. Como assimilar o que nos é pedido? Até onde a interferência? Como aceitar alterações opostas ao apresentado? Como é possível compreensões conceptuais tão diversas? Ler (+)
fonte: zarp.blog

o Blog “Zarp” apresenta de uma forma clara um diálogo sobre uma proposta de identidade, trabalhado sobre um conceito promissor e muito interessante, mas após a apresentação teve de ser adaptada aos gostos do cliente. Como assimilar o que nos é pedido? Até onde a interferência? Como aceitar alterações opostas ao apresentado? Como é possível compreensões conceptuais tão diversas? Ler (+)
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